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Prlinpinpin...

Pózinho daqui... Pózinho dali...

Prlinpinpin...

Pózinho daqui... Pózinho dali...

Esta Velha Angústia

Esta velha angústia,
Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
Em lágrimas, em grandes imaginações,
Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.

Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que...,
Isto.

Um internado num manicômio é, ao menos, alguém,
Eu sou um internado num manicômio sem manicômio.
Estou doido a frio,
Estou lúcido e louco,
Estou alheio a tudo e igual a todos:
Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura
Porque não são sonhos.
Estou assim...

Pobre velha casa da minha infância perdida!
Quem te diria que eu me desacolhesse tanto!
Que é do teu menino? Está maluco.
Que é de quem dormia sossegado sob o teu teto provinciano?
Está maluco.
Quem de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou.

Se ao menos eu tivesse uma religião qualquer!
Por exemplo, por aquele manipanso
Que havia em casa, lá nessa, trazido de África.
Era feiíssimo, era grotesco,
Mas havia nele a divindade de tudo em que se crê.
Se eu pudesse crer num manipanso qualquer —
Júpiter, Jeová, a Humanidade —
Qualquer serviria,
Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo?

Estala, coração de vidro pintado!

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

 

Faz o que eu digo...

... e não faças o que eu faço.

Ora quem tem filhos, deveria saber que esta frase não funciona.

E estou a falar disto porquê?

Porque há uma coisa que me irrita há muito tempo, sempre que vou levar os meninos à escola.

Pois que a escola dos meus filhos tem uma passadeira mesmo em frente e essa dita passadeira até esta equipada por semáforos que são acionados aquando do toque dos peões (estão a ver quais são, certo?).

Pois não entendo o que vai na cabeça de grande parte dos pais, que com as crianças pela mão ou ao colo, atravessam a 4 metros da passadeira, ou na passadeira quando o sinal está vermelho para peões.

Teem estes pais, moral para depois dizerem aos filhos o trálárá de: - passa na passadeira; espera que mude o sinal; olha para os dois lados!- Têm?

Este acto rotineiro por parte deste pais é coisa que me deixa todas as manhãs de cabelos em pé!

Que o façam sem as crianças por perto, é uma coisa, (até porque são cuidadosos quando o fazem como é obvio), mas o que me chateia é o exemplo que estão a passar aos miúdos sem se aperceberem disso.

E pronto...

É isto...

Apenas um desabafo....

{#emotions_dlg.lips}

 

 

Mulheres reais!

Não conseguir deixar que me passasse ao lado a nova campanha de Natal da Triunph.

Não consigo compreender, numa altura em que se tenta cada vez mais combater os esteriotipos de mulheres cadavéricas, uma marca que deveria servir as mulheres reais, faz uma campanha que a meu ver é horrorosa.

Acho que a antiga campanha da Dove bastante melhor porque retratava a verdadeira mulher real, com curvas e formas e rugas no rosto. Mulheres que vivem e sentem e choram e riem e vestem-se bem e também ficam um domingo inteiro em pijama de flanela...

ora vejam a diferença:

 

Bem isto foi só um desabafo, e eu por acaso também sou magra (48kg), mas detestei a campanha!

{#emotions_dlg.lips}

De volta a mim...

... voltando-me para o meu interior, regressando a quem sou, e deixando o que se pretende que seja. De volta a mim, à minha origem, ao meu pequeno mundo só meu, deixando a minha mente aluar-se sempre que quer e viajar por experiências e vivências ocultas a este mundo onde vivo...

Assim sou eu... dificil de explicar... dificil de entender... facil de agradar... e de magoar...

 

Mudanças... Consulta... Filhotes...

Estou neste momento sentada no cadeirão da sala, assim em modo zombie.

Os últimos 15 dias foram recheados de muita actividade, emoção, confusão, etc. etc. etc...

Começando: Mudamos de casa em 15 dias, com toda a correria que isso acarreta, mas como se isso não fosse suficientemente cansativo, entretanto o David ficou doente, e depois melhorou e quando melhorou e a preocupação passou, a Bisavó D. que era uma avó mais que especial, faleceu, deitando-nos todos a baixo, e quando voltámos ás mudanças outra vez o David adoeceu outra vez (gastroentrite) e pegou a doença ao pai, ao avô, à tia, ao tio, que depois pegou à outra avó e ao outro avô e depois a passaram ao primo... Muito emocionante (not) como podem ver!

Mas entretanto as coisas acalmaram e conseguimos, no prazo estabelecido, ficar instalados na casa nova e agora já só faltam pequenas arrumações.

 

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Hoje fomos também à consulta de Pneumologia do David, e ao que parece está tudo muito bem, terá que fazer a vacina da gripe (que não é coisa que me agrade muito, mas neste caso tenho que perceber que é mesmo importante), e se tudo continuar assim, apenas terá de voltar a Pneumo daqui a um ano (com a de Cirurgia daqui a 6 meses), o que quer dizer que as consultas começam a espaçar, uffff.

 

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Os Piolhitos estão demais, demais de giros, e demais de terriveis, e dão comigo em doida demais, e todos os demais normais de dois rapazolas reguilas e irrequietos como estes.

O David tenta fazer tudo o que irmão faz, e fá-lo com uma cara de importante e impertigado que só visto, é de partir o  côco a rir, por outro lado, não pode ser contrariado que se atira automáticamente para o  chão onde se esfrega espreneia e tenta bater naquilo ou naquele que o contrariou (bonito hein? grrrr). Mas estas birras acabam por não se alongar porque nós deixamo-lo no chão e fingimos não ligar. Mas este piolho o que tem de terrivel tem de mimoso. 

O Kiko está naquela fase dos 5/6 anos em que se é muito crescido e se sabe de tudo, se opina sobre tudo e se tem sempre a resposta pronta. Dá luta, muita luta, até na escola a educadora que me veio dizer que o  rapaz anda destravado de todo{#emotions_dlg.lol}. Mas a verdade é que está mesmo crecido e quer conquistar o seu espaço, mas há que ter calma, porque como diz o ditado: Roma e Pavia, não se fizeram num dia {#emotions_dlg.happy}.

Eles levam-me quase á loucura, mas também me derretem com mimos. são eles, em grande parte, que fazem de mim a pessoa feliz que considero ser!

 

nós por cá

Nós por cá estamos todos bem, a aproveitar os ultimos dias de ferias das crianças que no inicio do mês já vão para a escolinha.

 Já vão os dois (frio na barriga)e esta mãe cá de casa, ja tem a cabeça a ferver á conta de precisar urgentemente de arranjar emprego, porque os tempos não estão para brincadeira e a crise toca a todos. Ora, agora com as crianças na escola vai começar a saga da procura, entrega de curriculuns, pesquisa em sites de emprego, blá blá blá, blá blá blá!

Enfim, alguma coisa se há-de arranjar, uma vez que já desisti de procurar só na minha área...

{#emotions_dlg.lips}

 

coisas simples...

Foi então que apareceu a raposa.
- Bom dia! - disse a raposa.
- Bom dia! - respondeu delicadamente o principezinho que se voltou mas não viu ninguém.
- Estou aqui - disse a voz - debaixo da macieira.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - És bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo - pediu-lhe o principezinho. – Estou tão triste...
- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Ainda ninguém me cativou...
- Ah! Então, desculpa! - disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:
- O que significa "cativar"?
- Vê-se logo que não és de cá - disse a raposa. - De que é que tu andas à procura?
- Ando à procura dos homens - disse o principezinho. - O que significa "cativar"?
- Os homens têm espingardas e passam o tempo a caçar - disse a raposa. - É uma grande maçada! E também criam galinhas! Aliás, na minha opinião, é a única coisa interessante que eles têm. Andas à procura de galinhas?
- Não - disse o principezinho. Ando à procura de amigos. O que significa "cativar"?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. – Significa criar laços.
- Criar laços?
- Isso mesmo - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou se não uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me cativares, passaremos a precisar um do outro. Passarás a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passarei a ser única no mundo...
- Começo a compreender - disse o principezinho. - Sabes, existe flor...creio que ela me cativou…
(...)
A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Cativa-me, por favor - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava - respondeu o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e muitas coisas para conhecer...
- Só se conhecem as coisas que se cativam - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
- E o que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas, de dia para dia, podes sentar-te cada vez mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a vestir o meu coração...São precisos ritos.
- O que é um rito? - perguntou o principezinho.
- Também é uma coisa de que toda a gente se esqueceu - respondeu a raposa. - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias, uma hora diferente das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, têm um rito. Dançam, às quintas-feiras, com as raparigas da aldeia. Assim, a quinta-feira é um dia maravilhoso. Eu posso ir passear para as vinhas. Se os caçadores fossem ao baile num dia qualquer, os dias eram todos iguais uns aos outros e eu nunca tinha férias.
Foi assim que o principezinho cativou a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ah! - exclamou a raposa – vou chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho.- Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te cativasse...
- É certo - disse a raposa.
- Mas agora vais chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou - disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.
O principezinho foi ver outra vez as rosas.
- Vocês não são nada parecidas com a minha rosa! Vocês ainda não são nada - disse-lhes ele. –
Ainda ninguém vos cativou e vocês não cativaram ninguém. Vocês são como a minha raposa era. Era uma raposa perfeitamente igual a outras cem mil raposas. Mas eu tornei-a minha amiga e, agora, ela é única no mundo.
E as rosas ficaram bastante incomodadas.
- Vocês são bonitas, mas vazias - ainda lhes disse o principezinho. - Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é perfeitamente igual a vocês. Mas, sozinha, vale mais do que vocês todas juntas, porque foi ela que eu reguei. Porque foi ela que pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo. Porque foi por causa dela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi ela e só ela que eu vi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para o pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. Vou-te contar o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que cativaste. Tu és responsável pela tua rosa...
- Sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer. (...)
                                                               
                                                                  "Principezinho" de Saint Exupéry

 

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há dias...

... em que só me apetece mandar a diplomacia e o bom censo e o viver em hamonia com os outros ao ***alho!

Irra, que há pessoas que nunca estão satisfeitas, mas eu só cedo até certo ponto, e há pontos esses, em que não cedo mesmo!

Tenho dito!

{#emotions_dlg.angry}

 

E como se não bastasse...

... eu ser um desastre com pernas, tenho um marido que não podia condizer mais comigo!

Pois tudo lhe acontece! somos assim a família desastranço IHIHIH! {#emotions_dlg.lol}

E pronto já sei que hoje me vai aparecer em casa com um olho negro e com um corte!

Acho que tenho de segurar a família toda, contra acidentes pessoais! Ai tenho, tenho! {#emotions_dlg.smile}

 

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Xilaaaaa

... que não há vez em que queira chamar um, que não diga primeiro o nome do outro!!! E eu que gozava á grande com os meus pais quando lhes acontecia o mesmo (somos 4 irmãos) e agora pimbas, toma lá que é pela boca que morre o peixe {#emotions_dlg.lol}!

 

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